quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

"If you read this line, remember not the hand that wrote it;
Remember only the verse, songmaker's cry, the one without tears;
For I've given this strength and it has become my only strength;
Comforting home, mother's lap, chance for immortality;
Where being wanted became a thrill I never knew;
The sweet piano writing down my life."
Dead Boys Poem, Nightwish, 2000.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Menininhozinho!

Tirava minhas forças do por do sol que entrava pela janela do meu quarto sem pedir licença, entrava não só no quarto, como nos olhos inchados do menino que ali estava. Estava sentado há muito tempo, e não sabia o que fazer. Não sabia como conter o que sentia, não sabia como tratar a brisa que brincava insolente com seu rosto embebido em lágrimas. Tudo que tinha de dizer já fora dito, tudo que podia fazer era esperar, esperar por alguém que não viria, esperar por um sonho que morria lentamente.

A luta não mais existia. Não mais instaurava-se no lugar daquele coração antes despedaçado. E era aí que entrava tal por do sol. O sol, inescrupulosamente, entrava por cada poro existente em seu ser. E iluminava cada vontade que um dia ele teve de ter alguém ao lado. Algo como 'isso é a vida', era o que todos lhe diziam. E era, também, justamente o que ele relutava em aceitar. Porque a vida teria de ser daquele jeito? Tudo seria tão mais fácil se o coração fosse tão voluntário quanto o cérebro. Porque ele fora gostar do sol que alguém representava? Dos raios que vinham beijar seus lábios, dos raios que vinham lhe confortar num dia chuvoso em pleno verão? Mas o que mais o intrigava era o porquê de ele se sentir tão seguro perto desse alguém. Todo o medo que o consumia, toda a solidão que o embalava em seus braços sumiam, como se fossem sombras consumidas pela luz.

Porque raios alguém viria representar a luz que ele precisava? Porque diabos alguém estava ali, afinal?

Mas, como sempre, vem a vida toda pomposa, com um olhar de desdém, e lhe responde: ' não há resposta para todos os seus porquês. Apenas um conselho: viva e faça a diferença.

E foi assim que o menino viu-se frente à vida como se tudo fosse especial. Como se cada momento fosse o último, como se cada pessoa fosse a única. Sua alegria e felicidade, apesar de alguns empecilhos, o faziam ser lembrado.

Apesar dos pesares, a vida não foi fácil. Mas o menino lutou, batalhou com unhas e dentes para conseguir o que queria, para se preencher tanto com o abraço que conforta, quanto com a mão que apunhala. Aprendeu que tudo tem um motivo e significado, aprendeu que, com as pedras do caminho, ele muito bem fazer um montinho e subir, tornar-se mais do que tudo aquilo. E, por isso, ele fez, de fato, a diferença, como um dia lembrou-se do conselho da vida. Ele viveu como indigente, como livre, como conselheiro, viveu como se a vida fosse sua velha amiga, como se tudo não passasse de uma boa experiencia, de uma boa oportunidade de ser lembrado. E ele foi lembrado..

Lembrado como aquele que protegia sempre que podia, mas que também sabia ser protegido quando necessário. Lembrado como aquele cuja imensidão de calos e fragmentos foi se desfazendo, dando lugar à um poço de sentimento e doçura, margeado por vontade de ser feliz, e fazer os outros felizes. O menino foi lembrado por um sorriso que ninguém mais tinha, um sorriso que irradiava, como se fosse um raio de sol.

Enfim, acho que já era hora de postar. E eu gostei bastante desse texto que veio agora. Haha. Afinal, só cabe a gente encarar a vida como amiga ou inimiga. Viver ou deixar que os outros vivam pela gente..

É isso aí, galera. Abraços e beijos, até mais!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Long ago!

Caramba, acho que faz muito tempo que eu não passo aqui.. sem inspiração nem pra mim, quanto mais pra escrever alguma coisa sensata! Mas, acho que bateu alguma coisa aqui.. quem sabe?

O que me dá raiva não é esse sentimento preso dentro do peito. O que me dá raiva é saber que ele só está ali porquê eu quero que esteja, porquê cada vez que dói eu te sinto perto de mim, porquê cada vez que meu coração pulsa, eu sinto seu toque na minha pele, seu cheiro perturbando-me os sentidos e o teu beijo.
O vento gélido que passa por mim não é nada além de uma projeção de navalhas, navalhas que cortam minh'alma junto com esse sentimento.
O que mais me incomoda é ter a certeza de que você não vai voltar, de que não vai ser a mesma coisa. Ter a certeza de que eu perdi mais do que um parente, perdi uma metade do meu ser.
Talvez o que eu mais queria agora era ganhar um bom abraço e ter a certeza de que tudo não passou de um pesadelo. Queria tua voz no meu ouvido à dizer ' já acabou, estou aqui agora'. Queria você perto de mim.
Eu não sinto raiva, eu não sinto pesar pelo que aconteceu. Só sinto que eu devia ter pensado mais antes de agir, ter agido com o cérebro, esse músculo que anda agindo mais involuntariamente do que devia.. O coração tomou conta, o que eu sentia me consumiu. Comecei a pensar por dois, comecei a agir por dois. Agora sinto falta desse segundo elemento no meu pensamento..
É nessas horas que a gente sente a diferença entre os pesos de um ato pensado e de um ato impulsivo!
É nessas horas que a gente descobre que, se tivéssemos pensado uma vez sequer, teríamos mantido por muito mais tempo o que estava acontecendo..
Ir devagar nem sempre é um 'movimento retardado'.. o movimento pode ser acelerado, contanto que ambas as partes estejam bem consigo mesmas. Afinal, sentir saudade não é motivo suficiente pra trazer as pessoas que amamos de volta, mas não deixa de ser a prova de que cada minuto do passado valeu a pena.

Sei lá, isso tá bom? uahuahahahahuahuha.
Foi surgindo e eu fui escrevendo.. li de novo, mas só peguei do ponto de vista da linguística... Espero que gostem.. vou me esforçar pra postar mais frequentemente!
Beijos, abraços e até a próxima!

domingo, 7 de março de 2010

Reações Humanas!

É galera... o tempo tá se tornando cada vez mais escasso!
Voltando hoje, vou postar uma redação sobre um tema bem peculiar... as reações humanas diante de uma profecia apocaliptica. Blá, vamo lá!


O DETERMINISMO DAS PROFECIAS ACERCA DAS REAÇÕES HUMANAS

O ser humano tende a ter medo do que está por vir e, por conta disso, sempre tentou e continua tentando desvendar os enigmas do futuro. Um fato que comprova essa teoria é a profecia Maia, que vem sendo veiculada pela mídia, que prevê o ‘fim do mundo’ em 21 de Dezembro de 2012. As reações do ser humano mediante isso são ínfimas, mas, há questões importantes a serem consideradas ainda, como: O que significa essa profecia? Como a humanidade encarará o ‘fim’? Quais as possíveis conseqüências de um conformismo com esse ‘fim’?

Segundo o calendário Maia, tido por muitos cientistas como extremamente preciso, no dia 21 de dezembro de 2012, dia do solstício de inverno, o mundo, como o conhecemos, deixará de existir. Os possíveis agentes dessa mudança radical seriam abalos sísmicos, tsunamis e erupções vulcânicas. Fica claro que não se trata da extinção do planeta Terra, mas sim de uma mudança radical, a ponto de não o reconhecermos mais.

A humanidade criou, ao longo do tempo, rotinas de trabalho praticamente inalteráveis. Por muitas vezes, pessoas passaram a vida inteira juntando dinheiro para que, depois, aproveitassem uma aposentadoria confortável. Tornou-se um vício trabalhar pelo dinheiro e não mais pelo prazer da profissão. Uma possível faceta da humanidade mediante o ‘fim’ seria repensar atos que por gerações vem sendo perpetuados. Afinal, a partir do momento em que o capitalismo exacerbado alienou a mente de várias pessoas, deixou-se de viver em função do prazer da vida, e passou-se a meramente existir em função do acúmulo de capital.

A humanidade tem uma enorme capacidade adaptativa. Mediante a essa previsão de mudança, pode ser que o homem tente melhorar o que pode ser melhorado, como aspectos sociais ou até mesmo aspectos físicos e geológicos, tomando ‘real’ consciência dos problemas que vem sendo causados por sua ação.

Logo, conclui-se que essa profecia Maia sobre o fim do mundo pode levar a humanidade para um sério confronto filosófico interno. Um duelo entre duas facetas da consciência, uma que deseja viver pelo simples prazer da vida e outra que apenas deseja enriquecer. Tal confronto pode ainda obter êxito no avanço do ser humano como indivíduo que pensa, e tirar a humanidade desse estado estagnado que se importa apenas com o progresso tecnológico. Se o ser pensante fosse tão avançado quanto a tecnologia, talvez teorias sobre o ‘fim’ do mundo não abalassem nenhuma camada social, já que todos teriam consciência dos seus atos e suas respectivas reações.


Então.. eu curti pra caramba o tema, porquê entra em aspectos filosóficos e científicos ao mesmo tempo, e é interessante que paremos pra pensar no que foi, no que será o nosso futuro, se é que ele existirá. rs.
Cuidem-se, até a próxima!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Myself

Noite, galerinha! Fazia tempo né?! Consegui escrever alguma coisa agora.. mas não sei se vai agradar a todo mundo... esse texto contém um pouco da minha essência, contém um pedaço meu. Espero que agrade! rs



Paro pra pensar no que fui, no que eu me tornei; paro também pra pensar no meu futuro, ávido por um futuro próspero, por um futuro feliz, vou galgando um caminho do qual eu não me sinto dono. Mas, peraí, não me sinto dono do meu próprio caminho? Deixo-me levar pelo sentimento, movido por algo que eu não sei explicar, eu simplesmente me deixo levar.. sinto que cada vez mais me afundo num desespero de não ter controle sobre meu corpo, sobre minha mente.. O que mais dói é sentir que o mundo se rompe à minha volta e que estou muito afogado em mágoas pra tentar reerguê-lo. O que dói é sentir que todo o castelo à minha volta ruiu, toda a proteção que um dia tive foi-se embora por um sorriso, por uma palavra amiga que não veio. O que me dá força ainda são as pessoas que amo, mas não sei até quando vou aguentar, não sei até quando eu vou continuar a segurar tudo isso que tá engaiolado, intrínseco no meu peito. A minha vontade é gritar por aí, fazer cada pessoa (em sua mais profunda singularidade) feliz. Fazer o que posso e o que não posso por quem eu amo. E o que eu mais sinto no momento é o medo de olhar pra dentro e ver que tenho um peito destruído, e um coração indisposto a ser usado novamente. Medo de me ver tão embebido na minha própria escuridão, a ponto de não ver luz outra vez. Ainda assim, tudo que me motiva é lutar por vocês, meus amigos. Sem pensar num amanhã, sem pensar no que vai ser.. me deixar levar por tudo que me faz feliz. Apesar de tudo, o que eu queria era poder olhar pra dentro e falar ‘suma’ pra dor que ali habita. Uma dor que carrego a tanto tempo que não sei se posso mais lutar contra ela, vivemos numa completa simbiose, onde ela não me incomoda ao mesmo tempo em que não tenho que pensar nela. Onde está o Lucas que era frio, calculista e racional com os próprios sentimentos? Onde está o Lucas que um dia foi pilar pra muitas pessoas, mas que agora não passa de uma sarjeta? A gente muda e é mudado, e ninguém nos pede permissão pra isso. Não me arrependo de nada do que fiz enquanto vivi, e duvido que me arrependerei por algo que tenha feito.. me arrependo imensamente pelo que não fiz. Me arrependo por ter me rendido tão facilmente por um sorriso, mas que valeu a pena por cada instante. Pra que pensar num ‘amanhã’ se o que mais importa é o hoje/agora? Um amanhã incerto, que vai estar embasado nos nossos atos de agora, não viva pelo que está por vir.. viva pelo que está à tua frente nesse momento.. viva por você, viva por seus amigos, viva pelo AGORA, pelo sol que nasce à tua porta, pelas estrelas que iluminam o teu céu. Viva.


Pra quem leu, obrigado. Pra quem não leu, não sabe o que perdeu!.Cuidem-se e até a próxima! Comentem!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Empatia

Tarde negada! Tudo bem com vocês? Batendo meu recorde, venho postar com menos de 2 semanas desde o último! auhahuauhauauha. Consegui escrever alguma coisa, mas não foi o que o Eduardo pediu.. :s ( Próxima! auhauah ) Mas ainda assim eu acho importante.. Bora lá:

' Relações Embasadas na Confiança '

Estava ontem com o quarteto num posto quando surgiu o assunto sobre o apego emocional das pessoas e eu lembrei da célebre frase da Priu: ' Pessoas gostam de se sentirem amadas '!
O que, de fato, é verdade! Não há ser humano no mundo que não goste de receber um elogio sincero. Parece que o elogio engrandece a gente.. nos faz sentir bem, sentir como ser humano, se sentir amado!
Um dos grandes diferenciais na raça humana é essa empatia pelo próximo, essa imensa necessidade de se relacionar. Mas ninguém se relaciona com 'qualquer' um, faz-se necessária uma afinidade de gostos, de jeitos, de modos de pensar; tanto é que acabaram surgindo as 'tribos', que são formadas, criadas à partir de um mesmo gosto musical ou de uma mesma linha de raciocínio entre os integrantes.
E essas pessoas desenvolvem laços afetivos entre si, aí está o propósito 'humanitário', viver em grupo! Mas, caem então as dúvidas.. É um laço afetivo verdadeiro ou cercado pelo interesse? Será duradouro? E se eu for traído? Como diria um amigo meu, cada tipo de relacionamento é um tiro no escuro; quem tem o poder de puxar ou não o gatilho é você.
Creio que, apesar de experiência passadas, boas ou ruins, arriscar é sempre bom, é como sentir o vento no rosto num dia de verão. Apesar dos pesares, confiar é bom.. sempre vale a pena, seja por experiência ou pelo estabelecimento de novos laços. Eu confio e isso já me fez mal, até mais do que bem. E por que eu continuo confiando? Porque cada experiência é única, inexplicável, e também porque eu sou um ser humano cheio de expectativas e anseios.. além de finito.

Isso aí, negada. Confiemos todos então! uahauhuahahua.. Ainda assim, cuidado! Sempre o pé atrás é válido..
Se cuidem, beijo especial pro quarteto, AMO estar com vocês!
Até a próxima.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

From the ashes! :)

Tarde, faz tempo que não posto aqui, não? Muita coisa acontecendo, natal, fim de ano, ano novo, tudo novo. Mas, vamos lá. Pra começar, peguei um texto sobre amizade, e queria compartilhar com vocês, já que minha preguiça é tamanha que não tenho vontade de sentar pra escrever algo decente.

" Amigo, um ensaio.

Difícil querer definir amigo.
Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.
Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas.
É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu.
É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante contigo já o realimenta, satisfaz.
É quem já sentiu ou vai sentir o mesmo que você.
É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para sua reticência.
É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo 'por vir'.
É ao mesmo tempo o espelho que reflete, o óleo derramado sobre suas águas agitadas.
É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto seu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.
Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas.
É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você. É quem sabe viver e ter história pra contar.
É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos. É o achar daquilo que você nem sabia que buscava.
Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas.
É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos.
Amigo é multimídia. Olhos... amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática.
É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo.
É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior.
É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.
Amigo é aquele que diz 'eu te amo', sem qualquer medo de má interpretação.
Amigo é que te ama 'e ponto'. É verdade e razão, sonho e sentimento.
Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista. "
( Marcelo Batalha )

Taí, curti demais o texto e quis que mais alguém lesse ( apesar do tamanho, rs. )
Se pá eu volto um dia aí com alguma coisa escrita, se a preguiça deixar!
Cuidem-se, até.